| Pensando
em Astronomia
Por Severino Fidelis de Moura |
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Um natal pensando alto
Em busca dos Messier
Bem acima das montanhas
Coisa pra ninguém ver
Somente com ajuda ótica
Eles chegam a aparecer
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Desde os antigos Sumérios
Aos feitos de Ptolomeu
O homem vem estudando
Imitando até Galileu
As obras de Astronomia
Nesse céu da cor de breu
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Cada um faz sua parte
Nesse mundo conturbado
No caso do astrônomo
Seja amador ou mestrado
Ver de luneta ou telescópio
O céu brasileiro estrelado
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Nesse céu tão vasculhado
Nas noites escura sem medo
E sempre na esperança
De descobrir um segredo
O brilho duma Supernova
Começo dum Buraco Negro
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Chega até ser solitária
A vida nestas alturas
Observando ao telescópio
Forçando o corpo a postura
Comprometendo o espinhaço
Sem ver a Matéria Escura
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Só dez por cento do cosmo
Já foram localizados
A busca da cosmologia
É encontrar com cuidado
O restante da Matéria
Como estariam guardado?
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Apreciar bem o céu
Só presta durante á noite
Na posse dum Telescópio
Vento fraco sem açoite
E para ver direito mesmo
Só através dum pernoite
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Não é fácil acreditar
Essas coisas tão além
Só mesmo lendo os estudos
Para entender tudo bem
Conforme Stephen Hawking
E os feitos do Big-Bang
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Nesta corte de vanguarda
Nosso Clube de Astronomia
Tanta gente em harmonia
Olhando o céu e pensando!
Como foi que Isaac Newton
Sem achar nada bonito
Conquistou o infinito
Deixando o mundo rodando?
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