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Palestra da Lua Cheia, 20 de setembro de 2008

Construindo Espelhos para Telescópios Newtonianos



Seu Fidelis iniciando sua explanação sobre o processo de confecção de espelhos primários para telescópios Newtonianos.

       Neste sábado, 20 de setembro de 2008, em meio as visitas nas observações públicas do CEAAL e dos preparativos para o 11º ENAst, estivemos reunidos para assistir a mais uma palestra da Lua Cheia. Foi a vez de Severino Fidelis (Seu Fidelis) nos relatar um pouco de sua experiência na confecção de espelhos primários para telescópios. Em uma palestra descontraída mas, cuidadosa com os pormenores da técnica, Seu Fidelis nos instruiu e motivou à prática do desbaste e lapidação do vidro.

       Inicialmente, Seu Fidelis relata seu aprendizado na arte de construir espelhos côncavos. Começou na década de 90 quando tentava construir espelhos metálicos, como os do telescópio de Newton. Quando, começou a trabalhar com vidro a uns cinco anos, rapidamente obteve êxito, construindo, não apenas os espelhos, mas, vários telescópios. O aprendizado é constante, reforça Seu Fidelis. "O prazer que sentimos ao construir nosso próprio instrumento é algo indescritível" afirma.

       O trabalho de confecção, apesar de laborioso, progride rapidamente, o que motiva o artesão a desenvolver as várias etapas do processo. Seu Fidelis destaca seis passos para a produção do espelho: 1 - Corte e preparação do vidro; 2 - Desbaste grosso; 3 - Polimento; 4 - Teste; 5 - Correções e retoques; 6 - Metalização. O primeiro passo, corte e preparação do vidro consiste em, se adquirindo as placas de vidro, para os espelho e ferramenta, cortá-los no formato circular e depois desbastar ou chanfrar suas bordas preparando-os para o trabalho da etapa seguinte. O segundo passo é o desbaste grosso. Nessa etapa o espelho e a ferramenta são submetidos aos abrasivos, que entre as superfícies em contato e através de movimentos repetitivos, vão tomando formas côncava (espelho) e convexa (ferramenta). No desbaste ocorre também a lapidação, que é o processo de homogeinização das fraturas provocadas. O polimento consiste em deixar a superfície, já definida na lapidação, refletora para que assim se possa verificar através de testes a precisão da concavidade obtida. Na fase de teste, a avaliação da distância focal e também de possíveis regiões defeitousas, permite ao astesão fazer correções aprimorando, cada vez mais, a superfície do espelho. A última etapa é a metalização que pode ser feita por dois métodos: o químico que resulta em uma superfície de prata sobre a concavidade do espelho e o eletromecânico onde uma fina camada de alumínio é depositada na superfície do espelho.

       Após uma hora de muita instrução e diversão, Seu Fidelis concluiu sua palestra estimulando a todos construírem seus telescópios, pois "o prazer do trabalho é sem igual" enfatiza.


Sic Itur Ad Astra!

lunar phases
 


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